Mostrar mensagens com a etiqueta Prémio Oceanos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Prémio Oceanos. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Prémio Oceanos 2019

Na passada quinta-feira, dia 5 de dezembro, foram anunciados os nomes das três vencedoras do Prémio Oceano de 2019.

Djaimilia Pereira de Almeida, escritora portuguesa nascida em Angola, graças ao romance Luanda, Lisboa, Paraíso, ficou em primeiro lugar. Em segundo lugar, ficou Eliete, da escritora portuguesa Dulce Maria Cardoso. O terceiro lugar é ocupado pela brasileira Nara Vidal, que escreveu o romance Sorte.



Resultado de imagem para prémio oceanos 2019 vencedoras"
As fotografias das três vencedoras.
Fonte da imagem.


Segundo o júri, no Luanda, Lisboa, Paraíso, que "narra o trajeto de pai e filho de Luanda para Lisboa – tendo como destino final, em Lisboa, o ‘bairro de lata’ (favela) de Paraíso –, Djaimilia Pereira de Almeida compõe, através de linguagem viva, um relato sensível sobre as ilusões e desilusões do mundo pós-colonial.”

Quanto a Eliete, o júri achou que o "exílio existencial e solidão de uma mulher de classe média estão impressos neste romance acerca do tédio da sociedade contemporânea, do vazio da vida urbana e das redes sociais.”

Por fim, o júri comentou que, "com uma linguagem austera, reduzida ao osso da palavra, o romance de Nara Vidal aborda a imigração para o Brasil no século 19 e a degradação da mulher em um ambiente marcado pela escravidão e pelo racismo."



Capas dos romances vencedores.
Imagens retiradas do site da Bertrand.



Djaimilia Pereira de Almeida, com Luanda, Lisboa, Paraíso, já tinha recebido outros galardões, como o Prémio Literário Fundação Eça de Queiroz e o Prémio Literário Fundação Inês de Castro. Foi, ainda, um dos livros finalistas do Prémio APE e do Prémio PEN Club. Com este romance, a autora pretendia explorar a diáspora e uma "certa interioridade negra".


Djaimilia receberá 27.000€, Dulce Maria Cardoso ganhará 18.000€ e, por fim, Nara Vidal obterá 11.000€. 


Ainda não foi publicado, em Portugal, o romance da escritora brasileira, mas a Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada tem, para empréstimo, os dois romances portugueses vencedores:


  • ALMEIDA, Djaimilia Pereira de - Luanda, Lisboa, Paraíso. Lisboa: Companhia das Letras. 2018. 229 p.
    EMP 82(673)-31 ALM/lua;

  • CARDOSO, Dulce Maria - Eliete. Lisboa: Tinta da China. 2018. 285 p.
    EMP 82(469)-31 CAR/eli.



Fontes:

Três romances de três escritoras vencem o Oceanos 2019. Disponível em: https://associacaooceanos.pt/tres-romances-de-tres-escritoras-vencem-o-oceanos-2019/. Acedido a 9 de dezembro de 2019;

Escritora Djaimilia Pereira de Almeida vence Prémio Oceanos. Disponível em: https://www.dn.pt/cultura/escritora-djaimilia-pereira-de-almeida-vence-premio-oceanos-11587263.html. Acedido a 9 de dezembro de 2019.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Prémio Oceanos: Os finalistas de 2019

O Prémio Oceanos foi criado no Brasil, em 2003, e era atribuído apenas a obras de escritores brasileiros. Na altura, como contava com a parceria da Portugal Telecom, era conhecido como Prémio Portugal Telecom de Literatura Brasileira.

Numa fase inicial, o prémio focava-se somente na literatura brasileira. Entretanto, passaram a aceitar obras escritas em português publicadas no Brasil. 

Em 2015, arranjaram um novo patrocinador, o Banco Itaú. Aí, a curadora Selma Caetano e o conselho formado por estudiosos literários aperfeiçoaram o regulamento relativamente ao seu aspeto internacional. Assim, passou a chamar-se Oceanos.

A partir de 2017, expandiram novamente as características do prémio, ou seja, passaram a acolher livros em português publicados em qualquer parte do mundo. Uma outra mudança foi a garantia de incluir nos júris pessoas do Brasil, de Portugal e do continente africano.


Um dos logótipos do Prémio Oceanos.
Fonte da imagem.

Este ano, o Oceanos conta com o apoio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e a parceria do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, havendo a participação de uma nova curadora, a cabo-verdiana Adelaide Monteiro. A ela, juntam-se pessoas como Manuel da Costa Pinto (crítico literário e jornalista brasileiro), Selma Caetano (gestora cultural brasileira) e Isabel Lucas (jornalista portuguesa).

O prémio é dividido em fases, isto é, tem a fase dos semifinalistas, a dos finalistas e, finalmente, a dos vencedores. Ao contrário de muitos outros prémios literários, o Oceanos é atribuído a, pelo menos, três escritores. Em algumas edições anteriores, chegou a nomear quatro vencedores.

Na edição de 2019, inicialmente, participaram 1.467 concorrentes (446 romances, 690 livros de poesia, 225 livros de contos, 82 livros de crónicas e 24 peças de teatro) de 314 editoras de 10 países. Depois, selecionaram 54 semifinalistas de 36 editoras. Escolheram 26 romances, 17 livros de poesia, sete livros de contos, três livros de crónicas e um de teatro. Ao todo, a lista de semifinalistas era composta por 34 brasileiros, 18 portugueses e dois angolanos.


No dia 4 de novembro, deram a conhecer os 10 finalistas (5 brasileiros, 4 portugueses e um angolano):


  • A tirania do amor, de Cristovão Tezza ~ romance / Brasil, Todavia;
  • Alguns humanos, de Gustavo Pacheco ~ contos / Brasil, Tinta-da-China;
  • Eliete, de Dulce Maria Cardoso ~ romance / Portugal, Tinta-da-China;
  • Ensina-me a voar sobre os telhados, de João Tordo ~ romance / Portugal, Companhia das Letras Portugal;
  • Luanda, Lisboa, Paraíso, de Djaimilia Pereira de Almeida ~ romance / Portugal, Companhia das Letras Portugal;
  • Meio homem metade baleia, de José Gardeazabal ~ romance / Portugal, Companhia das Letras Portugal;
  • O imortal, de Mauricio Lyrio ~ romance / Brasil, Companhia das Letras;
  • O preto que falava iídiche, de Nei Lopes ~ romance / Brasil, Record;
  • Sorte, de Nara Vidal ~ romance / Brasil, Moinhos;
  • Sua Excelência, de corpo presente, de Pepetela ~ romance / Angola, Dom Quixote/Texto Editores.



Câmera Lenta (livro de poesia), da brasileira Marília Garcia, ficou em primeiro lugar na edição de 2018.
Fonte da imagem.




Os nomes dos três vencedores serão divulgados no dia 5 de dezembro, em São Paulo. Até lá, o júri irá reavaliar as 10 obras, que foram escolhidas tendo em conta como a qualidade literária de cada uma está associada a questões contemporâneas como a desterritorialização, a inquietação existencial e a sexualidade.

O prémio monetário, na sua totalidade, é de 56.000 euros. Esta verba será dividida pelos três escritores. Deste modo, o primeiro lugar conta com 27.000 €, o segundo receberá 18.000 € e o terceiro obterá 11.000 €.



A Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada tem, para empréstimo, os quatro livros portugueses finalistas e o livro de Pepetela:


  • CARDOSO, Dulce Maria- Eliete: a vida normal. Lisboa: Tinta-da-China. 2018. 285 p.
    EMP 82(469)-31 CAR/eli;
  • TORDO, João- Ensina-me a voar sobre os telhados. Lisboa: Companhia das Letras. 2018. 487 p.
    EMP 82(469)-31 TOR/ens;
  • ALMEIDA, Djaimilia Pereira de- Luanda, Lisboa, Paraíso. Lisboa: Companhia das Letras. 2018. 229 p.
    EMP 82(673)-31 ALM/lua;
  • GARDEAZABAL, José- Meio homem metade baleia. Lisboa: Companhia das Letras. 2018. 356 p.EMP 82(469)-31 GAR/mei;
     
  • PEPETELA- Sua excelência, de corpo presente. Alfragide: Dom Quixote. 2018. 271 p.
    EMP 82(673)-31 PEP/sua.



Fontes:

Oceanos- História. Disponível em: https://associacaooceanos.pt/sobre/. Acedido a 8 de novembro de 2019;

Conheça os 10 finalistas do Oceanos 2019. Disponível em: https://associacaooceanos.pt/conheca-os-10-finalistas-do-oceanos-2019/. Acedido a 8 de novembro de 2019;

Pepetela e quatro escritores portugueses entre os finalistas do Prémio Oceanos (2019, 6 de novembro). Disponível em: https://www.publico.pt/2019/11/06/culturaipsilon/noticia/pepetela-quatro-escritores-portugueses-finalistas-premio-oceanos-1892728. Acedido a 8 de novembro de 2019.